segunda-feira, 2 de junho de 2025

EU, MEU CADERNO DE ANOTAÇÕES E A IA.......

 



Desde 1990 criei um hábito de carregar um caderno de anotações para tudo: ideias, listas de coisas que aprendi e queria aprender, rascunhos de projetos e até pequenos desenhos nas margens. Quando ele terminava, eu começava outro. Era um repositório analógico da minha mente.


"Hoje, três décadas depois, a Inteligência Artificial (IA) deu um empurrão gigantesco à minha vontade de explorar, criar e reinventar ideias de forma rápida e expansiva. Um ponto na prática não vai mudar: Se o prompt (a pergunta) não for bom, a resposta será limitada. Então precisamos continuar alimentando nosso repertório de saberes e conhecimentos.


Experimentei manter um pé no analógico e outro no digital e o mais engraçado foi ler as futurices nos cadernos.


E isso não vale só para tecnologia, mas também para o trabalho, para metodologias renovadas (ou 'de roupa nova', como gosto de pensar) e, claro, adaptadas à linguagem do novo tempo."


Sonhava com notes de telas sensíveis ao toque. Em 2012 comprei um assim e foi top trabalhar com ele.


Um dia comentei com uma profissional que queria olhar pra tela, projetar meu esquema mental e trabalhar os conceitos e práticas a partir dela sem precisar tocar num tablet ou outra superfície e só abrir, fechar e expandir as informações até chegar num plano de trabalho. Ela só olhou pra mim e disse: Faça isso!!!


O próximo passo? Espero que sejam dispositivos que projetam telas no ar e deixam você "pegar" ícones com os dedos – sem precisar de superfícies.


O que meu caderno de 2020 diria sobre isso? Provavelmente que sou afobada demais.


Se em 1990 eu rabiscava previsões à luz de velas (brincadeira… era luz elétrica, mas a vibe era steampunk), meus cadernos de 2023 em diante são explosões de cores, setas e notas marginais tipo:

  • "Isso não existe ainda, mas vai existir."
  • "Continua na próxima página…"
  • "Tá, e se eu colocar meu cérebro no modo carbono zero? (vire a página)"

E o melhor? Se eu abrir os cadernos de 1990, 2005, 2015 e agora este, dá para ver uma linha do tempo da minha mente tentando adivinhar o futuro – e rir (ou arrepiar) com o que acertou ou errou feio.


Por que meus cadernos desde 2020 até hoje ainda são essenciais tanto quanto a IA tem sido?


O caderno liberta e a IA organiza: A criatividade precisa de um lugar sem regras e o caos alegre de um rabisco feito no meio do dia parecendo não ter nexo com nada com cores que não combinam, temas e textos que só eu sei porque estão nessa ordem, símbolos inexplicáveis e rodapés dramáticos não tem preço.

Nas anotações de 1990 haviam bilhetes do tipo: "Um dia vou ter um notebook e a internet não vai chiar pra conectar." 


Nas anotações de 2015 escrevi que adoraria ter mecanismos de buscas rápidas e que o mundo estivesse à disposição pra isso. Tudo mudou pre muito melhor.


O rodapé "virar a página" é meu código para:

  •  "Aqui acaba o surto atual."
  • "O próximo capítulo será pior."
  • "Se eu não concluí, a IA que termine." (Brincadeira… ou não.)

Se um dia publicar "As Previsões Mais Engraçadas dos Meus Cadernos", terá capítulos como:

  • "Quando meu otimismo tecnológico foi tão ingênuo que virou poesia.
  • "Previsões que me fizeram rir (e chorar) 20 anos depois."

 

E a IA? Ajuda a executar, mas o sonho ainda começa com um "E se…" rabiscado na margem.