terça-feira, 21 de outubro de 2025

O QUE MOVE O ECOSSISTEMA DE INOVAÇÃO?

 


O Desafio Estrutural dos Ecossistemas de Inovação

A gestão de ecossistemas de inovação é um quebra-cabeça fascinante, mas complexo. O grande desafio não está só em reunir a Quádrupla Hélice (empresas, governo, sociedade organizada e ICTIs), mas em garantir o engajamento contínuo e a implementação de planos que saiam do papel. Em 2023, decidi ir além da tradicional 'lista de carências' e perguntar aos atores o que, de fato, os motiva a participar. Queria entender o motor da inovação no Mato Grosso do Sul.

Entre 12 e 22 de dezembro de 2023, realizei uma enquete com 11 Ecossistemas Locais de Inovação. A resposta foi notável: alcançamos 345 atores das quatro hélices (empresas, governo, sociedade organizada e ICTIs). Com uma taxa de resposta de 34%, considerada significativa, foi possível ter em mãos padrões e tendências cruciais para a condução estratégica dos nossos ecossistemas. Vamos em frente?"

O percentual de respostas da enquete (Amostra), permitiu visualizar a diversidade intensa dos ecossistemas! O setor produtivo e de pesquisa demonstrou forte presença, mas a distribuição também aponta onde podemos intensificar a atuação:

Geograficamente, os polos urbanos consolidados lideram: Campo Grande, Dourados e Maracaju concentraram o maior número de respostas, seguidos por Naviraí, Chapadão do Sul, Três Lagoas e Corumbá. Isso reitera a necessidade de descentralização e fortalecimento dos Ecossistemas de Inovação em municípios de menor porte.

 

O Engajamento nos Ecossistemas de Inovação

Quando olhamos para a participação nas reuniões de governança em 2023, os dados revelam um padrão: temos um Núcleo Ativo que precisa de oxigênio!

  • 39% dos respondentes estiveram presentes na maioria dos encontros (O nosso time de ponta!)
  • 38% participaram de poucas reuniões (Os intermitentes, que precisam de um novo convite.)
  • 9% não compareceram a nenhuma (Os ausentes, que precisam ser resgatados.)

 

A Fragilidade Crítica: A análise das práticas de comunicação nos grupos acendeu um alerta máximo. A maioria dos ecossistemas não tinha como rotina a publicação de resultados, decisões e próximos passos pós-reunião. O que isso significa?

  1. Os ausentes não conseguem acompanhar.
  2. O senso de pertencimento e continuidade das ações fica comprometido.
  3. A assimetria de informação prevalece, minando a construção de consenso.

Conclusão Parcial: Não basta reunir; é preciso conectar a reunião ao cotidiano do ator."

O Motor da Participação: O que Realmente Faz um Ator se Mover? (O Foco Principal)

Chegamos à pergunta central. Afinal, o que faz um empresário, um pesquisador ou um gestor dedicar tempo ao Ecossistema de Inovação? A resposta é clara: o engajamento está atrelado a resultados concretos, clareza de papéis e organização.

Abaixo, os fatores que mais impactaram o interesse de participação (fator motivacional e percentual de impacto):


A Grande Lição de 2023: O interesse não é movido primariamente por recursos financeiros diretos, mas sim pela Geração de Resultados Concretos para o Território e a Organização da Liderança.

 

Três Tendências para o Roteiro dos próximos anos: O que Aprendemos?

Os dados de 2023 se consolidam em três tendências que devem nortear nossa estratégia para os próximos anos, criando uma sequência evolutiva lógica para a governança:

  1. A Necessidade de Descentralização: A concentração geográfica em 2023 sugriu que políticas de fomento e ações estratégicas desenhadas para fortalecer os ecossistemas em formação no interior do estado.
  2. Arquitetura Informacional da Governança: A ausência de comunicação sistemática pós-reunião representava o obstáculo crítico ao engajamento em 2023. Priorizar a publicação de resultados, decisões e próximos passos  é um passo obrigatório para garantir a transparência e o engajamento assíncrono.
  3. Abordagem Integrada e Tangível: Os fatores motivacionais apontaram para a necessidade de combinar: Mapeamento de Competências (para saber quem chamar), Projetos Colaborativos com Impacto Econômico Local (para gerar valor) e Organização das Lideranças (para dar credibilidade ao processo).

 

Roteiro Prático – O que priorizar?

Com o diagnóstico de 2023 em mãos, e cientes de que 2024 transcorreu sem uma atualização, proponho um conjunto de ações prioritárias e acionáveis para os próximos anos. É o nosso Plano de Voo para o engajamento:

Prioridade

Recomendação Prática (Como fazer)

Objetivo

1. Transparência & Engajamento Assíncrono

Institucionalizar rotinas de comunicação pós-reunião: sínteses de decisões, responsáveis, prazos e próximos passos.

Garantir que o ator ausente se mantenha informado e engajado.

2. Conexão Assertiva

Desenvolver e publicizar cada vez mais os atores e suas competências

Reduzir a assimetria de informação, facilitando convites direcionados para projetos.

3. Resultados de Curto Prazo

Estruturar ciclos periódicos de projetos colaborativos com metas claras de benefício local.

Conectar a Quádrupla Hélice em torno de entregas mensuráveis e tangíveis.

4. Credibilidade Territorial

Ampliar a presença pública dos ecossistemas por meio de narrativas de resultados e convites abertos.

Aumentar a atratividade e a credibilidade do ecossistema.

5. Sincronização Estratégica

Investir fortemente em agendas de alinhamento com políticas e programas governamentais.

Sincronizar recursos, prazos e entregas para potencializar o impacto.

 

A Arquitetura do Sucesso (Conclusão Leve e Reflexiva)

A pesquisa de 2023 nos ensina que a governança colaborativa de sucesso exige mais do que boas intenções; exige Arquitetura. Ecossistemas de inovação são, essencialmente, ambientes informacionais. A eficácia da governança depende de sistemas que transformem dados em mensagens significativas e, posteriormente, em ações coordenadas.

Para os próximos anos, o desafio é tangibilizar essa arquitetura. Como sugestão, pontuo que as métricas de impacto incluam:

  • Taxa de Projetos Colaborativos Concretizados.
  • Índice de Engajamento Assíncrono (Quantos se mantêm ativos fora das reuniões?).
  • Grau de Alinhamento com políticas públicas locais.

Minha Percepção? Bora lá!

Ao longo do acompanhamento dos ecossistemas de inovação do MS, minha percepção se renova: os maiores ganhos estarão nos ambientes que priorizarem transparência informacional, ciclos curtos de execução e mensuração sistemática de resultados. A inovação floresce onde a informação circula e o valor é percebido por todos!'"




quinta-feira, 25 de setembro de 2025

O FUTURO - A Inovação Reescrevendo o Social



A verdadeira inovação social não está na tecnologia, mas em um novo olhar. Entenda como o terceiro setor complementa os outros eixos da sociedade e por que sua capacidade de adaptação é o maior trunfo para o futuro.

A sociedade é como estrutura que precisa de três setores básicos para ter sustentação e proporcionar forma justa, inovadora e humana e está dividida em três setores que funcionam como engrenagens, cada um com sua lógica e seu papel.

  • 1º Setor: A Roda do Dever (Governo): Seu motor é o bem comum. Ele age através de leis e serviços universais como saúde pública (SUS) e educação. Sua força está na capacidade de agir em larga escala, mas sua fraqueza está na demora, na generalização e na burocracia, o que dificulta ações personalizadas.
  • 2º Setor: A Roda do Lucro (Empresas): Seu motor é o retorno financeiro. É ágil e eficiente, buscando sempre inovar para conquistar clientes. No entanto, seu foco é o cliente que pode pagar, não o cidadão que precisa, o que normalmente torna a desigualdade bem visível.
  • 3º Setor: A Roda do Cuidado (Organizações da Sociedade Civil): Seu motor é a causa social, e seus maiores ativos são a solidariedade e o trabalho voluntário. Ele atua onde os outros não chegam, com agilidade e proximidade, sendo a "energia cidadã organizada" que transforma indignação em solução.

O grande lance é que essas rodas não competem, mas se complementam. O Governo deve financiar e regular , as Empresas podem ser parceiras estratégicas , e o Terceiro Setor atua como o laboratório de inovação social.

As organizações sociais compõem o chamado Terceiro Setor (Roda do Cuidado) são verdadeiros laboratórios de inovação e de políticas públicas.

O Terceiro Setor não é definido pelo o que ele é (uma ONG, um instituto, uma associação), mas pelo o que ele faz e por que ele faz e é a materialização prática da empatia. É a compaixão saindo das redes sociais e indo para o chão da comunidade.

Muitas organizações do terceiro setor nasceram dessas três perguntas:

  • "O que incomoda você no mundo a sua volta?" 👉 A semente do Terceiro Setor está aí.
  • "O que você faria se tivesse tempo, recursos e um grupo de pessoas ao seu lado?" 👉 O projeto do Terceiro Setor começa aí.
  • "Quem você quer ajudar?" 👉 O público-alvo está aí.

 

As ações sociais também surgem do: "Como assim não tem?"

As ações do Terceiro Setor são respostas criativas e obstinadas a perguntas de indignação e amor. Elas nascem de um:

  • "Como assim essa criança não tem onde brincar?" 👉 Criação de uma praça comunitária ou de um projeto de esportes educativos.
  • "Como assim esse idoso está sozinho?" 👉 Grupo de visitas e companhia para idosos.
  • "Como assim esse rio está poluído?"👉 Mutirão de limpeza e projeto de educação ambiental.
  • "Como assim esse artista talentoso não tem onde expor?"👉 Coletivo que organiza saraus e galerias abertas.
  • "Como assim não há livros para essas crianças?" 👉 Criação de uma biblioteca comunitária debaixo da ponte.
  • "Como assim minha vizinha não tem o que comer?" 👉 Roda de pessoas que cozinham e distribuem marmitas solidárias.

Todas as soluções precisam ter como foco:

  • Testar novas soluções: Muitas políticas públicas nasceram de projetos pequenos do terceiro setor que deram certo.
  • Oferecer acolhimento: Onde o sistema é frio e generalista, o terceiro setor é quente e personalizado.
  • Mobilizar pessoas: Transformam aquele desconforto de ver uma injustiça em ação prática.
  • Defender causas: Lutam por direitos, protegem animais, preservam florestas, dão voz a quem não tem.

 O que muda se trocarmos Problema por Potencial?

Passaremos a enxergar a comunidade não como um conjunto de carências, mas como um ecossistema cheio de talentos, habilidades e potenciais subutilizados.

A inovação no setor social é, na verdade, um ato de criatividade e de fazer a diferença. A verdadeira inovação está no "olhar" e o fio condutor dessas ideias é a mudança de mentalidade:

  • O olhar que vê um ecossistema de potenciais em vez de uma "comunidade carente".
  • O olhar que vê um problema sistêmico, não apenas crônico, esperando ser redesenhado.
  • O olhar que vê um parceiro de co-criação, e não um mero "beneficiário".

Essa mudança de mentalidade é o maior desafio, mais do que a falta de dinheiro ou tecnologia. É preciso superar o "sempre foi assim", o medo de errar e a rigidez. A solução é criar uma cultura de experimentação: testar ideias em pequena escala, falhar rápido e aprender ainda mais rápido.

A tecnologia deve ser vista como uma ferramenta que libera tempo e recursos para o que realmente importa: o trabalho humano, relacional e profundamente emocional. Por exemplo, usar a Inteligência Artificial para automatizar relatórios permite que o assistente social dedique mais tempo às famílias. A inovação não é o fim, mas um meio para um fim mais humano.

O Chamado para Ação: Por Onde Começar?

Não é preciso ser uma grande empresa para inovar. A inovação começa com a pergunta: "Isso aqui pode ser mais fácil?". Você pode começar com passos simples e práticos:

  • Faça um autodiagnóstico: Sua organização é fácil de encontrar, entender e de doar para?.
  • Comece pequeno: Escolha apenas uma tendência e teste-a. Pode ser um chatbot simples no WhatsApp ou um dashboard para mostrar os resultados das doações em tempo real.
  • Mude a pergunta: Em vez de perguntar "Quanto vai custar?", pergunte "Qual problema isso resolve?". Foque no valor, não no custo.

O futuro do setor social não será escrito por aqueles que têm os maiores recursos, mas por aqueles que têm a maior capacidade de se adaptar, inovar e se conectar. A inovação é a nova linguagem da compaixão, e está na hora de sermos todos fluentes. O mundo precisa da sua coragem de tentar diferente.

Até o próximo POST!

terça-feira, 5 de agosto de 2025

A Anatomia de uma Venda Perfeita - Mais que um PITCH, uma Conexão

 


No post anterior com o título: "Antes de Tirar Sua Ideia do Papel, Coloque-a Lá: O Boteco da BREJA" , abordamos a importância de estruturar uma ideia para, primeiro, nos convencermos de seu valor. Afinal, a gente precisa ser o primeiro a "comprar" o que está vendendo.

Agora, o desafio é levar essa ideia para o próximo nível: transformá-la em uma necessidade e/ou desejo para o cliente.

O ditado "a primeira impressão é a que fica" é um bom ponto de partida, mas no mundo dos negócios, o que realmente importa é a capacidade de causar impacto e fazer as oportunidades voltarem. A executiva global Dafna Blaschkauer disse isso de forma brilhante: "Oportunidades não batem duas vezes. Mas um bom pitch faz elas voltarem."

Essa frase nos mostra algo fundamental: não basta apresentar uma solução. É preciso vender a ideia. E a diferença entre os dois está na abordagem. O que muda nesse contexto?

Apresentar é transferir informação. Vender é criar uma conexão, provocar atenção e guiar o cliente até a sua solução, mostrando que ela resolve a dor dele.

É aqui que a estrutura e o tom da sua conversa se tornam suas ferramentas mais poderosas. A pergunta que você deve se fazer é: "Quero vender ou apenas apresentar?" A resposta muda tudo.


O P.I.T.C.H. Focado no Cliente: O Guia de Vender Ideias

Para garantir que sua mensagem seja clara e, principalmente, acionável, sua "conversa de venda" precisa de uma base sólida. A sigla P.I.T.C.H. é uma ótima bússola para isso. Vamos detalhar a anatomia dela.

P - Problema (A "dor")

Comece a conversa falando sobre o problema do cliente, não sobre sua solução. Ao mostrar que você entende profundamente a dor, a frustração ou o desafio dele, você inicia uma conexão instantânea. Fale menos sobre o que você faz e mais sobre o que ele enfrenta. Isso mostra que você está ali para ajudar, não apenas para vender.

I - Insight Único (O "diferencial")

Qual é o seu segredo? O que torna sua abordagem diferente de todas as outras? Este é o momento de revelar o seu diferencial. Seu insight único é a faísca que acende a curiosidade e demonstra que sua solução não é só mais uma opção, mas a mais inteligente, inovadora ou eficiente para o público-alvo.

T - Transformação (A "solução")

Agora, apresente sua solução de forma clara, focando na transformação que ela irá gerar. Não se trata apenas do que você vende, mas de como o cliente se sentirá ou o que ele conquistará depois de usar sua solução. Venda o resultado, não o produto.

C - Confirmação (A "prova")

Credibilidade é tudo. Use fatos, não apenas promessas. Mostre depoimentos de clientes satisfeitos, casos de sucesso ou dados concretos. Esta etapa elimina dúvidas e prova que sua solução já foi validada e está pronta para gerar resultados para pessoas como seu cliente.

Mas e se eu não tiver essa validação para ofertar, como você faria nessa etapa?

Leia com atenção a próxima etapa. Ela pode inspirar muito!

H - Hook (O "convite")

Um pitch não pode terminar de forma passiva. O Hook é sua chamada para ação, seu convite direto para o próximo passo. Seja claro: o que você quer que o cliente faça? Agendar uma reunião? Fazer um teste? Seja direto e transforme o interesse em ação.


Desdobramentos e Ações Práticas

Dominar a arte do pitch é dominar a arte de criar conexões. Para ir além da teoria, considere estas ações:

  1. Refine sua História: Revise seu pitch. Ele é emocionante? É cativante para o seu cliente? Aprimore a narrativa para que ela não apenas informe, mas inspire.
  2. Pratique e Peça Feedback: Treine seu pitch com colegas, mentores ou amigos. Peça um feedback honesto sobre sua linguagem corporal, tom de voz e clareza da mensagem.
  3. Adapte para o Público: Lembre-se, um pitch para um investidor é diferente de um para um cliente. Tenha versões adaptadas para cada público, garantindo que a linguagem e o foco estejam sempre alinhados com quem está te ouvindo.

Ao seguir essa anatomia, você transforma sua ideia em uma oportunidade real e um interesse em uma parceria duradoura. Agora, qual é o seu próximo passo para usar essa estrutura?

quarta-feira, 23 de julho de 2025

Antes de Tirar Sua Ideia do Papel, Coloque Ela Lá: O Boteco da BREJA

 


Você já teve aquela ideia inspirada que, por algum motivo, nunca saiu da sua cabeça? Um projeto de pesquisa inovador, um negócio que poderia revolucionar o mercado ou uma iniciativa social que faria a diferença na sua comunidade? Se sim, você não está sozinho. Muitas ideias promissoras acabam guardadas na gaveta por falta de clareza, planejamento ou, simplesmente, por não saber por onde começar.

Mas e se a gente te dissesse que o segredo para transformar essas ideias em realidade está em um passo simples, mas poderoso: colocá-las no papel antes de executá-las?

Vamos explorar por que essa etapa é crucial e como você pode implementá-la para tirar suas ideias do mundo da imaginação e trazê-las para a realidade.

Por que Colocar as Ideias no Papel é Fundamental?

Pode parecer contraintuitivo gastar tempo escrevendo quando a vontade é de "fazer", mas a verdade é que um projeto bem escrito é meio caminho andado para o sucesso. Colocar suas ideias no papel serve a múltiplos propósitos essenciais:

  1. Organizar ideias de forma clara e objetiva antes de iniciar um projeto. Isso ajuda a visualizar o panorama geral e a identificar as peças do quebra-cabeça.
  2. Estruturar um projeto viável, considerando recursos, tempo e objetivos. É o momento de testar a robustez da sua proposta frente à realidade.
  3. Escrever um projeto convincente, seja para editores, investidores ou orientadores. Um projeto bem fundamentado e articulado aumenta drasticamente suas chances de conseguir apoio.

  1. Evitar armadilhas comuns na fase inicial de planejamento. Ao antecipar desafios e pensar criticamente, você minimiza riscos e surpresas desagradáveis.

O Poder da Contextualização: Qual o Problema Real?

Um dos primeiros passos e talvez o mais impactante, é definir claramente o problema que sua ideia busca resolver. A forma como você enquadra o problema pode mudar radicalmente a solução e, consequentemente, o planejamento do seu projeto.

Vamos exemplificar essa mudança de perspectiva: Os alunos, professores e funcionários de uma Universidade se queixam de não terem grana suficiente pra se divertir.

Se abordarmos o problema à primeira vista ele assume a seguinte forma: "A gente quase nunca tem grana suficiente pra se divertir", que é um problema muito amplo. Se recontextualizarmos o problema inicial e ele ficar assim: "A gente não tem opção que cabe no bolso perto da faculdade pra se divertir depois das aulas.". Essa redefinição torna o problema específico e mais fácil de abordar, abrindo caminhos para soluções mais direcionadas.

Ação para você: Pegue sua ideia e se pergunte: "Qual problema específico meu projeto resolve?". Tente refinar essa questão até que ela seja a mais clara e tangível possível.

Transformando o Rascunho em Projeto: O Lean Canvas

Para estruturar suas ideias de forma eficaz, uma ferramenta poderosa e simplificada é o Lean Canvas. Derivado do Business Model Canvas, ele é focado em startups e negócios ágeis, ajudando a validar ideias rapidamente, identificando riscos e oportunidades.

O Lean Canvas é composto por 9 elementos essenciais, que funcionam como um mapa visual do seu projeto:

  1. Segmento de Clientes: Quem são seus usuários e clientes-alvo?
  2. Problema: Que necessidades não atendidas eles relatam? Quais lacunas seu projeto resolve?
  3. Solução: Como você vai atender a essas necessidades? Que experiências deve proporcionar?
  4. Proposta de Valor: O que torna sua ideia única? Qual o motivo convincente para o cliente escolher sua oferta?
  5. Vantagem Competitiva: O que torna seu negócio difícil de copiar? O que você tem que outros não conseguem replicar?
  6. Canais: Como você alcançará seu público?
  7. Estrutura de Custo: Quais são seus custos fixos e variáveis?
  8. Fontes de Receita: Como você vai gerar receita?
  9. Métricas-Chave: Como você acompanhará seu progresso e quais são seus critérios de sucesso?

Exemplo Prático: O "Boteco da Breja"

Criei um exemplo do "Boteco da Breja" para ilustrar o preenchimento do Lean Canvas (Quadro Modelo de Negócio Enxuto) e facilitar a compreensão:

  • Problema: Falta de lugares baratos e divertidos perto da faculdade.
  • Solução: Comida e breja a preços bem camaradas, pertinho da Universidade com happy hour, jogos e eventos programados.
  • Proposta de Valor: "O boteco oficial da sua turma - onde a breja é barata, as noites viram lenda e todo mundo tem uma história pra contar."
  • Público-alvo: Estudantes universitários, grupos de amigos, professores e funcionários da universidade.

Ao preencher cada seção do Canvas, você força sua mente a pensar em todos os aspectos cruciais do projeto, desde o problema que ele resolve até como ele gerará valor e receita.

Ação para você: Baixe um modelo de Lean Canvas (muitos são gratuitos online) e tente preencher com a sua ideia. Seja o mais objetivo possível em cada seção.

Validando o Canvas: MVP, Prototipação e Validação

Ter o Canvas preenchido é um excelente começo, mas a magia acontece na validação. A apresentação sugere três etapas para isso:

  1. MVP (Mínimo Produto Viável): Crie uma versão "enxuta" da sua ideia, com o mínimo de funcionalidades para testar a proposta de valor. Para o "Boteco da Breja", seria montar uma estrutura básica com 3 tipos de cerveja, 3 lanches e 1 evento semanal, operando em um bar físico ou via WhatsApp/Instagram.

    • Ação para você: Qual é a versão mais simples e básica da sua ideia que você conseguiria colocar em prática para testar se ela tem potencial?

  • Prototipação (Teste do Conceito): Coloque seu MVP em teste. Para o boteco, isso poderia ser montar um "pop-up" em um evento universitário, oferecendo degustação gratuita em troca de feedback, testando nomes de lanches, preços e a atmosfera.

    • Ação para você: Como você pode "simular" sua ideia para obter feedback real sem precisar investir muitos recursos? Pense em pequenas experimentações.

  • Validação (Confirmação do Negócio): Meça os resultados e colete feedback direto para ajustar e confirmar o valor do seu projeto. Monitore métricas-chave como taxa de repetição de clientes, ticket médio e engajamento em eventos. Faça pesquisas rápidas com perguntas diretas e crie um canal para sugestões.

    • Ação para você: Quais são os indicadores de sucesso para sua ideia? Como você vai coletar feedback de forma contínua para refinar seu projeto?

Conclusão: Do Papel à Lenda

O caminho de uma ideia para um projeto realizado é uma jornada de aprendizado contínuo. Ao dedicar tempo para colocar suas ideias no papel, estruturá-las com ferramentas como o Lean Canvas (Quadro Modelo de Negócios Enxuto) e validá-las de forma inteligente, você não apenas aumenta as chances de sucesso, mas também ganha clareza, confiança e a capacidade de comunicar seu projeto de forma persuasiva.

Lembre-se: a maior jornada começa com o primeiro passo, e no mundo dos projetos, esse passo é um bom planejamento no papel. A SPLIX-SE Insights de Gestão estão aqui para te ajudar a dar esse primeiro passo com segurança.

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segunda-feira, 2 de junho de 2025

EU, MEU CADERNO DE ANOTAÇÕES E A IA.......

 



Desde 1990 criei um hábito de carregar um caderno de anotações para tudo: ideias, listas de coisas que aprendi e queria aprender, rascunhos de projetos e até pequenos desenhos nas margens. Quando ele terminava, eu começava outro. Era um repositório analógico da minha mente.


"Hoje, três décadas depois, a Inteligência Artificial (IA) deu um empurrão gigantesco à minha vontade de explorar, criar e reinventar ideias de forma rápida e expansiva. Um ponto na prática não vai mudar: Se o prompt (a pergunta) não for bom, a resposta será limitada. Então precisamos continuar alimentando nosso repertório de saberes e conhecimentos.


Experimentei manter um pé no analógico e outro no digital e o mais engraçado foi ler as futurices nos cadernos.


E isso não vale só para tecnologia, mas também para o trabalho, para metodologias renovadas (ou 'de roupa nova', como gosto de pensar) e, claro, adaptadas à linguagem do novo tempo."


Sonhava com notes de telas sensíveis ao toque. Em 2012 comprei um assim e foi top trabalhar com ele.


Um dia comentei com uma profissional que queria olhar pra tela, projetar meu esquema mental e trabalhar os conceitos e práticas a partir dela sem precisar tocar num tablet ou outra superfície e só abrir, fechar e expandir as informações até chegar num plano de trabalho. Ela só olhou pra mim e disse: Faça isso!!!


O próximo passo? Espero que sejam dispositivos que projetam telas no ar e deixam você "pegar" ícones com os dedos – sem precisar de superfícies.


O que meu caderno de 2020 diria sobre isso? Provavelmente que sou afobada demais.


Se em 1990 eu rabiscava previsões à luz de velas (brincadeira… era luz elétrica, mas a vibe era steampunk), meus cadernos de 2023 em diante são explosões de cores, setas e notas marginais tipo:

  • "Isso não existe ainda, mas vai existir."
  • "Continua na próxima página…"
  • "Tá, e se eu colocar meu cérebro no modo carbono zero? (vire a página)"

E o melhor? Se eu abrir os cadernos de 1990, 2005, 2015 e agora este, dá para ver uma linha do tempo da minha mente tentando adivinhar o futuro – e rir (ou arrepiar) com o que acertou ou errou feio.


Por que meus cadernos desde 2020 até hoje ainda são essenciais tanto quanto a IA tem sido?


O caderno liberta e a IA organiza: A criatividade precisa de um lugar sem regras e o caos alegre de um rabisco feito no meio do dia parecendo não ter nexo com nada com cores que não combinam, temas e textos que só eu sei porque estão nessa ordem, símbolos inexplicáveis e rodapés dramáticos não tem preço.

Nas anotações de 1990 haviam bilhetes do tipo: "Um dia vou ter um notebook e a internet não vai chiar pra conectar." 


Nas anotações de 2015 escrevi que adoraria ter mecanismos de buscas rápidas e que o mundo estivesse à disposição pra isso. Tudo mudou pre muito melhor.


O rodapé "virar a página" é meu código para:

  •  "Aqui acaba o surto atual."
  • "O próximo capítulo será pior."
  • "Se eu não concluí, a IA que termine." (Brincadeira… ou não.)

Se um dia publicar "As Previsões Mais Engraçadas dos Meus Cadernos", terá capítulos como:

  • "Quando meu otimismo tecnológico foi tão ingênuo que virou poesia.
  • "Previsões que me fizeram rir (e chorar) 20 anos depois."

 

E a IA? Ajuda a executar, mas o sonho ainda começa com um "E se…" rabiscado na margem.

 

 

 

 


sábado, 8 de março de 2025

NOSSA, VOCÊ É TÃO MEDIEVAL - BURGUESES E GUILDAS!



Cuidado com essa expressão. O período medieval teve muitos movimentos que transformaram o mundo socialmente, culturalmente e economicamente.

O glamour de hoje nasceu do inconformismo e buscas de novos caminhos muito antes da gente sonhar com o conceito de inovar.

Um rolê pela história aponta caminhos que até hoje são presentes mesmo com nomes diferentes.

A palavra "burgueses" tem origem no termo "burguês", que vem do francês antigo "burgeis" que deriva da palavra "bourg", que significa "cidade" ou "vila". O termo está relacionado ao contexto medieval, quando os burgueses eram os habitantes dos burgos (pequenas cidades ou vilas fortificadas), que não eram nem nobres nem camponeses, mas sim comerciantes, artesãos e profissionais liberais.

Os burgos (pequenas cidades ou vilas fortificadas), surgiram como resposta às necessidades de proteção e comércio na Europa medieval, tornando-se pilares do renascimento urbano e do desenvolvimento econômico que moldou a história do continente.

A origem dos burgueses, uma classe que mais tarde desempenharia um papel central em eventos impactantes na Europa tem essa origem nos burgos. Muitas cidades modernas na Europa têm suas raízes nos antigos burgos medievais.

Esse grupo poderia ser chamados atualmente de pequenos negócios que quando organizados e fortes, crescem e transformam seu mercado.

Os burgos, para proteger sua vantagem competitiva introduziram  a formação de “guildas” (corporações de ofício) e elas foram fundamentais para o desenvolvimento das cidades e do comércio, ajudando a consolidar uma classe média urbana que não dependia diretamente da nobreza ou do clero.

As guildas, surgiram como uma resposta às necessidades de organização e proteção dos trabalhadores urbanos em um período de crescimento econômico e urbano. Com o renascimento do comércio e o desenvolvimento dos burgos, artesãos e comerciantes começaram a se unir para defender seus interesses comuns.

A palavra "guilda" vem do termo em inglês antigo "gild" ou "gyld", que significa "associação" ou "confraria". Esse termo, por sua vez, tem raízes no nórdico antigo "gildi", que também se refere a uma associação ou grupo de pessoas unidas por um propósito comum.

A etimologia da palavra guilda está ligada ao conceito de troca ou pagamento, refletindo a ideia de que os membros de uma guilda contribuíam financeiramente para um fundo comum. A raiz da palavra está associada ao proto-germânico "gelda-", que significa "pagar" ou "compensar".

O termo "guilda" passou a representar não apenas uma associação, mas também um sistema de organização social e econômica.

As guildas perderam força com o surgimento do capitalismo e a revolução industrial, mas seu legado continua a influenciar a forma como nos organizamos profissionalmente até os dias de hoje. As guildas foram um marco na transição para uma sociedade mais urbana e comercial, deixando um impacto duradouro na história e na cultura europeia.

Portanto, a história nos apresenta muitas formas e ao banalizar alguém com o rótulo BURGUÊS, deveríamos primeiro aprender mais sobre isso!

E se alguém te chamar de burguês ou burguesa, considere um elogio e  agradeça!

#ficaadica

 

 



quinta-feira, 19 de dezembro de 2024

CIDADES INTELIGENTES E O ECOSSISTEMA DE INOVAÇÃO

 


Se idealizarmos o alcance de um ecossistema de inovação, precisamos validar alguns pontos de atenção na combinação de oportunidades.

Já perceberam que é muito mais fácil pontuar o que deu errado do que o que deu certo?

Se pararmos para olhar os movimentos dos ecossistemas “de inovação”, passamos por todas as imperfeições, compreensão de nossos papeis e a construção de oportunidades.

Recentemente participando de uma LIVE com o cientista social Jean-Edouard Tromme, aprendi muito e houveram inspirações bastante impactantes e que trazem o ecossistema de inovação como um ente extremamente importante como agente de mudança.

Nos pontos ressaltados pelo Jean com a experiência da reconstrução de Medelín/Colômbia, o primeiro foi o de compreender como uma das cidades mais violentas do mundo poderia mudar sua perspectiva e imagem e esse modelo de gestão foi construído ao longo dos últimos 30 anos. A resiliência precisava ser tratada com cuidado e foram oito anos de escuta ativa com a sociedade, iniciativa privada e gestão pública até que um formato de proposta de atuação se formasse de maneira mais consistente. E o grande desafio foi manter o foco no que queriam construir para o futuro, já que o passado já era sabido.

O primeiro grande projeto de reconstrução de Medelín foi desenhado pelos atores da iniciativa privada, sociedade e gestão pública para um horizonte até o ano de 2030 com base nos 8 anos de escuta ativa e aos poucos se transformou no CUEES (Comitê Universidades, empresas e sociedade). Um lugar onde 400 a 500 pessoas se reúnem nas primeiras sextas-feiras de cada mês desde 2003 para falar ainda hoje do futuro da cidade.

As prioridades da cidade deveriam ser simples e claras e ficaram assim:

  1. Coexistência pacífica
  2. Cidade educadora
  3. Cultura cívica
  4. Melhor destino turístico
  5. Cidade Inovadora.

Três princípios nortearam todo processo de transformação de Medelín/Colômbia:

1.Comece pelo FIM: Desenhe uma maneira de entender o território e construir um terreno social mais sólido. E encontre o melhor meio de comunicar bem essa transformação (pode ser por canal de rádio, tv. e outros), que dá acesso e toca as pessoas em todos os aspectos, que melhoram a qualidade de vida das pessoas e o foco precisa estar em programa com temas que de fato mudam a qualidade de vida das pessoas. 
2.ALGUM DIA precisa ser hoje: Quando vc vai fazer isso? Algum dia!. Então, algum dia tem que ser hoje. Não deixe as coisas no papel.
3.Transformando o PASSADO -Incremental seletiva: Vá transformando o passado de maneira incremental. O que é feito hoje dá abertura para os próximos passos. O olhar de uma cidade com baixíssimo senso de pertencimento, alto índice de criminalidade e cofres públicos sem recursos foi  fazer coisas pequenas, inovar com elas e replicar muitas vezes.

Um ponto de transformação: Em Medelín, o sistema de transporte foi repensado e implementado para conectar pessoas às oportunidades e isso alterou o modo de interagir e do senso de pertencimento.

E aqui o Ecossistema de Inovação aparece como agregador desses princípios porque a receita de sucesso está na articulação entre os três elementos: o privado, o público e o social.

  • Privado: que entende o valor social e o público como instrumentos de desenvolvimento de seus negócios.
  • Social: Comunidades sociais entendem o privado como geradores de emprego e renda e o público como agente de articulação de crescimento e apoio à oportunidades.
  • Público: Apoia a capilaridade do setor social e o musculo financeiro do setor privado para transformar um território.

Somando esses elementos na atração de oportunidades para todos os entes do ecossistema de inovação, teremos

Políticas sociais e políticas públicas devem ser tratadas como ponto de chegada e não como ponto de partida. As politicas públicas precisam ser o reflexo das realidades.

Jean-Edouarde Tromme foi mais além com uma afirmação quase incômoda: Se não sabe como fazer, políticas públicas são somente enunciados.

Uma das perguntas de milhões: Como percorrer esse caminho somando os três elementos - Gestão Pública, Iniciativa Privada e Sociedade?

Somando esses três elementos à força dos atores do conhecimento produzido pelas instituições de ciência e tecnologia estabelecemos um ecossistema de inovação interessante e presente no cotidiano das cidades e comunidades.

 

Até breve!

quinta-feira, 7 de novembro de 2024

ANTES DE TIRAR SUA IDEIA DO PAPEL, COLOQUE ELA LÁ


Olha como as coisas podem mudar de forma e ficar impactantes!

Ouço muito a fala: tire sua ideia do papel.

Mas para isso acontecer, a gente precisa primeiro colocá-la no papel e é ai que mora um dos maiores desafios de todos os tempos.

Na hora de colocar sua ideia no papel de forma metodológica, lúdica ou qualquer outra forma que faz sentido é que a situação muda de forma.

Como escrever sua ideia de forma lógica e clara principalmente para você mesmo abraçar o projeto?

Lembrando: não estamos pontuando projetos fixos e permanentes.

Essa ideia precisa fazer sentido, ser construída e revisitada sempre pra gente entender o que busca de fato e articular engajamentos.

Contextos que ando olhando com mais cuidado:

Na hora de construir o OBJETIVO do nosso projeto, temos fatos e formas curiosas rondando nosso direcionamento. O que queremos de fato, sem romantismo ou impressionantismos?. Afinal, essa é a base da construção de nosso projeto/modelo de negócio.

Essa construção direciona nosso modelo de negócio:

  • Para quem estamos construindo nossa ideia  (mercado/público/clientes).
  • Qual a proposta de valor (motivo convincente) que permeia nosso modelo de negócio.
  • Quais soluções vamos entregar (converter essa proposta de valor em produtos e/ou serviços) que confirmem nossa proposta de valor para o público/mercado que queremos alcançar.
  • Quais canais/linguagem vamos utilizar para acessar o público/mercado e ofertar as soluções que representam nossa proposta de valor?
  • Porque se tornar nossos clientes? Veja não usei a palavra consumidores. Existe uma diferença clara aqui.

Vamos somar mais algumas questões:

Como você se comunica com as partes interessadas sobre o que pretende ofertar ao mercado? Nessa pergunta já levantamos o primeiro ponto: quem são os interessados? Isso altera a linguagem e ordem de fala e texto que vamos adotar.

O que deve se tornar perceptível às partes interessadas?

O que escrevemos e manifestamos nesse ponto interfere profundamente na construção da ideia toda a ser “colocada no papel”.

A outra pergunta é o que define o resto do caminho: como vamos transformar a PROPOSTA DE VALOR (motivo convincente) em modelo de negócio fortalecido?

O que você quer fazer e o que parece possível?

Qual o mercado mínimo viável (MMV) pra sustentar seu projeto?

Cenas para o próximo POST!!!

segunda-feira, 27 de maio de 2024

DO QUE ESTAMOS FALANDO?


Essa é a pergunta de milhões, como se diz por aí.

Já observaram como os projetos ganham forma ou ficam disformes se essa pergunta não ficar clara para todos?

Larry Page, cofundador da Google junto com Sergey Brin tem uma frase que vale guardar:  "O mundo não precisa de mais produtos, precisa de soluções para problemas reais."

Lacunas e informações precisando ser alinhadas com mais “clareza” e “objetividade” e grupos tentando ser um time devido ao que aprenderam sobre competitividade e o foco central: “o cliente” permanece nas beiradas e quase nunca no centro.

E é ai que o ciclo poderia entrar nos eixos, mas carece de direção clara.

Em minhas consultas, há uma outra frase atribuída a Larry Page que nos faz refletir: “É preciso ter um desprezo saudável pelo impossível” e concluo podemos complementar com:  Assim podemos vislumbrar e propor opções que a maioria das pessoas não arriscaria.”

Os ditados tem uma força que ainda não interpretamos de forma mais ampla e, se ainda pudermos filosofar, lá vem uma pegadinha clássica, mas ainda desconhecida de alguns novatos.

Eis a questão: Qual era a cor do cavalo branco de Napoleão Bonaparte?

A maioria seria rápida em dizer: Ué, só pode ser branco.........

Tá! Em que isso influencia no meu trabalho, minha vida ou carreira?

Praticamente em nada, exceto se você estiver sendo avaliado para aquele projeto ou a vaga dos seus sonhos em uma organização que impacta o mercado e isso seja um fator de escolha para medir capacidades sua curiosidade por inovar e sua capacidade de se aperfeiçoar em conhecimentos abertos caso você responda que: a cor do cavalo branco de Napoleão Bonaparte era cinza porque branco era o nome dele.

Só saberemos essa resposta se ultrapassarmos alguns pontos básicos de curiosidade.

E é nesse momento que começamos a alterar os resultados do que estamos planejando. Buscar meios de aprimorar o que precisamos entregar e como entregar, o que é outro desafio. Relatórios intermináveis não vão resolver isso, a menos que você conheça o processo, saiba seus desdobramentos e impactos, observe para quem está falando e como falar e tralalá........

Dá trabalho? Claro que dá! Mas isso pode nos  colocar em uma via menos congestionada de retornos profissionais.

Enquanto revisava este texto, voltei à uma conversa recente com um de meus livros-fonte – Você é o Placebo de Joe Dispenza e “pesquei” esse trecho de lá:

“... a maioria das pessoas é viciada nos hormônios do estresse, em sentir a onda de substâncias químicas resultantes das reações conscientes ou inconscientes.”

Talvez se sairmos um pouco do modo sobrevivência poderemos apreciar melhor a paisagem.

Respire! O planeta e os negócios ainda vão agradecer por essa oxigenação tão necessária!

Até o próximo post!!!