“A CULPA É DA EXECUÇÃO RUIM – SERÁ?”
Há um ciclo curioso nos movimentos internos de uma empresa e quando ouço: isso é estrutural, me pergunto se quem falou isso sabe do que está falando.
Os processos empresariais quando colocados no
papel são desenhados em uma sequência lógica bem prática e linear e os
problemas que eles resolvem quase nunca são reais ou bem definidos.
Temos um conjunto de “coisas” que precisamos
rever:
Quer resultado relevante? Faça sem pressa o
reconhecimento do problema de fato e componha com pessoas que entendem o que
estão fazendo.
Muitas vezes, a raiz do problema está no
próprio desenho do processo — especialmente quando a organização começa a agir
antes de entender direito o problema.
Há um erro muito comum nas empresas: confundir
movimento com progresso. Na prática tudo vira retrabalho, atraso e frustração
porque não queremos admitir que o problema quase nunca está só na execução A
equipe corre, entrega, ajusta, insiste. Mas, sem uma etapa real de descoberta,
validação e aprendizado, o resultado costuma ser um caminho caro em direção à
solução errada. E quando isso acontece, aparece outro vilão conhecido: a
dificuldade de parar o que já começou, mesmo quando os sinais de erro estão
claros.
O que muda quando redesenhamos o processo para aprender antes de executar?
Quando a organização muda a forma de pensar o
trabalho, ela também muda a forma de decidir, de colaborar e de aprender.
Em vez de uma linha reta que termina em “a
culpa é da execução ruim”, o que faz sentido hoje são modelos que criam
espaço para reflexão, teste, feedback e colaboração?
· Como entender melhor o problema antes de correr
para a solução?
· Quais Soluções de Oportunidades conectam
resultados, necessidades e experimentos?
· Como trabalhar os giros de feedback trazem
aprendizado contínuo?
· As raias de responsabilidade deixam claro quem
faz o quê, onde o fluxo trava e onde o sistema precisa melhorar?
· Como ativar a performance das pessoas?
Agora inspire-se e responda: se o seu processo ainda parece uma linha reta que termina em “a culpa é da execução ruim”, talvez seja hora de redesenhá-lo. Comece hoje revisando uma etapa crítica do seu fluxo: onde vocês estão agindo rápido demais sem entender o suficiente?
